quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Governo quer eliminar os três dias de férias suplementares

Proposta será discutida amanhã, na reunião de concertação social

Governo quer eliminar os três dias de férias suplementares

21.12.2011 - 18:17 Por PÚBLICO
<p>Álvaro Santos Pereira,ministro da Economia, quer reduzir férias suplementares.</p>
Álvaro Santos Pereira,ministro da Economia, quer reduzir férias suplementares.
 (Rui Gaudêncio)
O Governo vai propor amanhã, em reunião do Conselho Permanente de Concertação Social, a eliminação do período suplementar de três dias de férias. A medida, a aplicar a partir de 2012, pretende assim reduzir o número de dias de férias a 22 dias úteis.

Em documento enviado aos parceiros sociais, a que o PÚBLICO acedeu, é referido que “o período de férias que decorre da legislação actual é pouco adequado à promoção da competitividade da nossa economia, sendo conveniente a sua redução para valores próximos dos países congéneres”.

“Assim, as partes subscritoras consideram que a eliminação do direito à majoração em caso de inexistência ou de número reduzido de faltas justificadas, sem prejuízo da manutenção do restante regime aplicável neste domínio, configura uma medida oportuna e adequada ao relançamento económico e ao funcionamento eficiente do mercado de trabalho”, refere o documento.

O texto refere ainda que as medidas devem ser objecto de proposta de lei, a apresentar até ao fim do primeiro trimestre de 2012, devendo a sua aplicação e resultados ser objecto de avaliação semestral, a apresentar em Conselho Permanente de Concertação Social.
 
 
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Luís Diogo
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sábado, 3 de dezembro de 2011

Parece que o pior cenário se verifica !


No momento em que no Parlamento a maioria PSD/CDS-PP aprovava o aumento da taxa do IVA na restauração de13% para 23%, a AHRESP convocou uma conferência de imprensa para fazer o balanço antecipado da medida que, dizem os responsáveis, será uma calamidade para a gastronomia, património cultural de Portugal .
Com a taxa do IVA na restauração a 23%, “é a sobrevivência do turismo que fica em causa, uma vez que os serviços de alimentação e bebidas representam actualmente 45,4% do consumo dos estrangeiros que visitam Portugal”, lamentou hoje a Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) numa conferência de imprensa convocada para a mesma hora em que, no Parlamento, os deputados aprovavam na especialidade a proposta de Orçamento do Estado para 2012 que vai aumentar de 13% para 23% a taxa do IVA para a restauração.

A associação faz um balanço negro das consequências e antecipa o fecho de 21 mil pequenas e micro empresas, que não conseguirão suportar a previsível quebra do consumo e que arrastarão consigo 47 mil postos de trabalho.

O Governo vai perder muito mais em receita fiscal, antecipam os responsáveis da AHRESP, que garantem que vão monitorizar a aplicação da medida durante o próximo ano.

“Com um aumento de 77% do IVA no sector é aterrador e será uma calamidade para a gastronomia, património cultural de Portugal”, sustentou o presidente da AHRESP, Mário Pereira Gonçalves. “Isto é um incentivo à economia paralela, à evasão e à fraude”, salientou o responsável.

A AHRESP anunciou hoje que já pediu uma audiência ao Presidente da República para solicitar que interceda ainda, no momento da promulgação do Orçamento.

Por outro lado, os representantes do sector da restauração já garantiram que vão “suspender o código de boas práticas fiscais”, acordado com a DGCI, suspender as negociações em curso para a criação da “ficha técnica de inspecção tributária” e “aconselhar os associados a não colaborar na campanha peça factura”.



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