No momento em que no Parlamento a maioria PSD/CDS-PP aprovava o aumento da taxa do IVA na restauração de13% para 23%, a AHRESP convocou uma conferência de imprensa para fazer o balanço antecipado da medida que, dizem os responsáveis, será uma calamidade para a gastronomia, património cultural de Portugal .
A associação faz um balanço negro das consequências e antecipa o fecho de 21 mil pequenas e micro empresas, que não conseguirão suportar a previsível quebra do consumo e que arrastarão consigo 47 mil postos de trabalho.
O Governo vai perder muito mais em receita fiscal, antecipam os responsáveis da AHRESP, que garantem que vão monitorizar a aplicação da medida durante o próximo ano.
“Com um aumento de 77% do IVA no sector é aterrador e será uma calamidade para a gastronomia, património cultural de Portugal”, sustentou o presidente da AHRESP, Mário Pereira Gonçalves. “Isto é um incentivo à economia paralela, à evasão e à fraude”, salientou o responsável.
A AHRESP anunciou hoje que já pediu uma audiência ao Presidente da República para solicitar que interceda ainda, no momento da promulgação do Orçamento.
Por outro lado, os representantes do sector da restauração já garantiram que vão “suspender o código de boas práticas fiscais”, acordado com a DGCI, suspender as negociações em curso para a criação da “ficha técnica de inspecção tributária” e “aconselhar os associados a não colaborar na campanha peça factura”.
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